Encontro «Arte, Antropologia e Saúde Mental» | 30 de novembro, 10h00

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Exposição “Empresta-me os teus olhos!”

30 outubro 2022 a 29 janeiro 2023

A Exposição “Empresta-me os teus olhos!” dá a conhecer ao público a metodologia e o trabalho desenvolvido pelo Projeto TIS – Teatro de Inclusão Social, que tem como grande objetivo a promoção da inclusão de pessoas com doença mental ou em situações diversas de vulnerabilidade social, com recurso à prática artística, contribuindo para a construção de processos culturais que valorizem a dimensão criativa como fator de promoção do bem-estar e da saúde mental.

A exposição reflete em particular sobre a experiência da realização da peça de teatro “Ajuda-me a não ter medo!” – concebida a partir da obra Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago, de quem este ano se assinala o centenário do nascimento –, evidenciando um processo colaborativo entre a Arte e a Saúde Mental que promove a visibilidade da doença mental nos lugares de arte e a construção de pontes entre mundos que raramente se cruzam ou dialogam.

É com a maior honra que o Museu Nacional de Etnologia acolhe a apoia a realização desta exposição, promovida pela Associação de Apoio e Segurança Psico-Social e o Teatro Umano, assim dando visibilidade ao importante projeto de inclusão social que lhe está na origem e que a exposição culmina, e que se articula de forma íntima com a vocação social do museu.

Para a participação nas atividades educativas realizadas no âmbito da exposição deverá ser contactado o serviço educativo do Museu, através do email se@mnetnologia.dgpc.pt.

Circulação de Bens: «To go to – Jorge Queiroz e Arshile Gorky»

Foto: Ricardo Lopes (CEA/FCG)

«O busto do homem que gostaríamos de saber quem era» é a legenda da pequena escultura em madeira (N.º inv. MNE: BM.103) cedida temporariamente ao Centro de Arte Moderna, da Fundação Calouste Gulbenkian, onde poderá ser vista na exposição «To go to – Jorge Queiroz e Arshile Gorky» até dia 17 de outubro.

«Esta exposição resulta da aproximação entre dois artistas, um moderno, Arshile Gorky (Khorkom, Arménia, c. 1904 – Sherman, Connecticut, 1948), e um contemporâneo, Jorge Queiroz (Lisboa, 1966). A ideia inicial era simplesmente observar o modo como a obra de Gorky «fala» a Queiroz. E Queiroz transformou o projeto numa instalação onde acolhe, ou recebe, a visita de Gorky. Como refere num texto que escreveu para a exposição, «frequentou Gorky até o acolher na sua visão da exposição (…) e Gorky estava lá [na exposição, no estúdio] quase sempre sentado a preto e branco como na sua fotografia». Procuram-se ressonâncias entre os trabalhos dos dois artistas, ecos e diferenças, ainda que toda a exposição seja uma criação de Queiroz, um convite à presença de alguma forma tutelar e fantasmática de Gorky.»

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Circulação de Bens: «Animais – coleção do Museu da Marioneta | coleção Francisco Capelo»

A grande marioneta Digon (Grande calau, fêmea), com o inv. n.º MNE: BF.856, proveniente da região de Kirina, Mali, foi cedida temporariamente ao Museu da Marioneta. A sua incorporação no Museu Nacional de Etnologia resultou de uma doação feita pelo colecionador Francisco Capelo em 2004. Esta pode agora ser vista na exposição «Animais – coleção do Museu da Marioneta | coleção Francisco Capelo»  até ao próximo dia 27 de novembro.

A nova exposição temporária do Museu da Marioneta «mostra um conjunto de marionetas e máscaras de várias partes do mundo, quase todas provenientes das reservas do museu, grande parte da Coleção Francisco Capelo.  Uma centena de peças, marionetas de varas, luva, fio, sombra, máscaras orientais, africanas ou da América do Sul, representando os mais diversos animais, contam-nos histórias ancestrais, fusões culturais e diálogos entre o terreno e o divino.»

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