18 de Maio | 22:00 | Inauguração da exposição de Rui Mourão ” O Carnaval é um Palco, a Ilha uma Festa”

A partir do depoimento duma senhora da ilha Terceira apaixonada pelo teatro da sua terra que apenas se faz numa breve altura do ano – quando taxistas são dramaturgos, padres são atores, lavradores são travestis ou funcionários públicos são mestres de bailinhos filarmónicos – Rui Mourão partiu de Lisboa com a sua câmara à procura da impressionante riqueza cultural dessas Danças de Carnaval, cruzadas entre antigos autos católicos de espada, sátiras pagãs e políticas, folclore contemporâneo, estética de teatro de revista, penteados extravagantes, transmissões em live stream via internet para a América, identidades sexuais marcadas e transgredidas, rimas, trajes de cores vivas, lantejoulas, salões rurais de teatro a abarrotar, convívio, solidariedade, escárnio e maldizer, radioamadores, rock/pop/kuduro tocados com cavaquinhos, acordeões e pandeiretas, aplausos, risos, mesas abundantes de comida, foguetes, vacas e touros.

Com esta exposição culmina um processo árduo, onde se esbatem fronteiras entre antropologia e vídeoarte, documentando o que pode desaparecer porque é frágil, efémero, imaterial, ao lado do que é emergentemente criativo, vivo, novo, mas secular. Tudo apresentado num dispositivo de videoinstalação multicanal, onde cada projeção nos mostrará uma representação de imagens e sentidos, que visa dar uma múltipla percepção de um fenómeno que é também ele múltiplo na sua estrutura cultural, artística, histórica, económica, social, política, etnográfica e, no fundo, identitária.

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Para ouvir a entrevista de rádio do artista sobre o projeto basta clicar aqui e carregar no play. Pode ainda ver uma breve apresentação vídeo de cerca de um minuto e meio em: http://vimeo.com/39284935

Contactos

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Será servido um beberete | Ligacão vídeo, via internet, com a ilha Terceira
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Inauguração da exposição Religiosidade em Vidro » 6 de Outubro, às 18h30 | Museu Nacional de Etnologia

Os ícones romenos sobre vidro são uma expressão da mentalidade e sensibilidade colectiva da aldeia tradicional. Eles reflectem o pensamento e a imaginação dos pintores camponeses, os seus conhecimentos, as suas crenças.

Toda a pintura sobre vidro do centro da Europa aborda temas laicos e religiosos, de essência católica, sendo de factura barroca, tal como a sua iconografia. Pelo contrário, a Transilvânia é o único território onde o ícone sobre vidro adopta a iconografia ortodoxa de origem bizantina. Esta posição particular do ícone romeno sobre vidro, no contexto central europeu, ilustra a unidade que tem tido a romanidade da Transilvânia com as outras duas províncias romenas, Moldávia e Valáquia, que se encontravam sob a esfera de influência bizantina, bem como a unidade que sempre existiu entre os Romenos do lado de lá e de cá dos Cárpatos.

Religiosidade em Vidro mostra-nos esta arte através de 49 exemplares vindos do Museu Nacional do Camponês Romeno, entre os quais se encontram representações sobre madeira e sobre vidro e também desenhos que servem de decalque das imagens pintadas.

Contamos ainda com a presença de Olga Chicu, uma jovem artista que durante o primeiro mês irá pintar ícones sobre vidro e realizar oficinas para o público.

Agradecemos a melhor divulgação,

Pedro Augusto
mnetnologia.divulgação@imc-ip.pt
Museu Nacional de Etnologia
Av.ª Ilha da Madeira
1400-203 LISBOA
Tel.: 21 304 11 60/9
Fax: 21 301 39 94

Inauguração de exposição – 17 de Setembro – 18h30

DESENHAR PARA VER: O ENCONTRO DE BÁRBARA ASSIS PACHECO COM AS GALERIAS DA AMAZÓNIA

Inauguração da exposição temporária
Dia 17 de Setembro de 2009, 18h30

Olhar os objectos
Joaquim Pais de Brito
Director do Museu Nacional de Etnologia

Não existe saber exclusivo que permita formular a infinidade de questões e de respostas que os objectos podem trazer consigo. As colecções etnográficas no Museu reenviam para um campo disciplinar que treinou métodos de investigação e abriu perspectivas para a compreensão e interpretação dos contextos de onde provêm, e nos orientam no nosso propósito de saber o que são. Mas, pelo simples facto de já se encontrarem no Museu, os objectos, sempre instáveis, são exilados desses mesmos contextos e, no seu exílio, abrem-se para novos campos de significação. Os objectos existem perante os olhos que os olham e cada olhar tem a sua própria história, feita de construção intelectual, experiência, sensibilidade e do próprio devaneio em que procura os seus limites. Por isso, a importância que temos dado em abrir as portas do museu em formas de colaboração com aqueles que, não utilizando os instrumentos próprios da antropologia, propõem ângulos de abordagem e modos de aproximação, cujos resultados são posteriormente articulados nas metodologias de trabalho e na experimentação museológica e museográfica. Desta vez foi uma pintora que nos procurou para desenhar alguns dos objectos que vira numa visita às Galerias da Amazónia. Como Bárbara Assis Pacheco nos diz, no texto em que apresenta esta experiência, nem sempre os resultados a gratificaram. Alguns objectos resistiram, não se deixavam desenhar. Outros insinuaram-se insistentemente em muitos desenhos, como os brincos Karajá no fulgor das suas formas e cores, muitas vezes retomados, como a máscara macaco Kamaiurá que se impôs na força do desenho e veio ocupar o centro da própria exposição, como os homenzinhos em que se transformaram os pequenos amuletos ou adornos dos índios Tikuna, deslocando-se agora na paisagem vazia de uma folha quase saindo dela, na linha do horizonte. Alguns dos que resistiram estão também na exposição, com os comentários da pintora sobre a ausência do desenho. Nem todos os objectos desenhados ali se encontram e os que lá estão não os vemos necessariamente junto ao seu desenho. O visitante oscilará entre observá-los em separado ou estabelecer semelhanças, comparações e, sobretudo, irá talvez interrogar-se sobre o traço. A exposição que resultou deste projecto de colaboração é um ensaio de olhar para os objectos, um meio, entre outros, de os ver. Também por isso alguns destes desenhos passaram a integrar as colecções do museu.


“Acho que se vê logo que este foi o objecto que gostei mais de desenhar, também pela escolha intuitiva do papel que tornou o resultado tão óbvio.”
Bárbara Assis Pacheco

Máscara cara de macaco
Kamayurá
AN.219
146x21x26cm
Tinta da china e guache s/ papel: 70,5x100cm
Galerias da Amazónia: Vitrina 10.1

Lançamento de livro e inauguração de exposição no MNE

Aromas de urze e de lama
Desenhos de Ruth Rosengarten para o livro de João de Pina Cabral

Museu Nacional de Etnologia
Novembro 2008 a Janeiro 2009

A Imprensa de Ciências Sociais e o Museu Nacional de Etnologia têm o prazer de convidar V. Exa para a
apresentação da exposição e do livro Aromas de Urze e de Lama: uma viagem antropológica ao Alto Minho, de
João de Pina Cabral (2ª ed. revista) que será feita pelo Prof. António M. Feijó.
13 Novembro 2008, pelas 18.30h
Uma exposição de desenhos de Ruth Rosengarten inspirados nos poemas de Pedro Homem de Mello e
na viagem antropológica de João de Pina Cabral, acompanhada pelo filme “Regresso à Terra” (1992) de
Catarina Alves Costa.