Esteve patente

«Inquéritos ao Território: Paisagem e Povoamento» (15/04/2016 – 16/10/2016)

Cartaz-final

«Inquéritos ao Território: Paisagem e Povoamento é uma exposição que coloca em diálogo múltiplos olhares e perspetivas sobre Portugal desde finais do século XIX até à atualidade. Por um lado, os olhares que, em particular nos domínios da Etnologia, da Arquitetura e da Geografia, promoveram a descoberta e o conhecimento sistemático do território e da sua diversidade cultural. Por outro, os olhares de um variado conjunto de artistas que, com recurso à fotografia, e em alguns casos ao filme, tomam o território e a paisagem como objeto da sua produção ou intervenção desde as últimas décadas.

Na exposição é apresentada ao público uma seleção de objetos das coleções do Museu Nacional de Etnologia, colocados em diálogo com os diversos olhares, artísticos ou científicos, que estruturam a narrativa expositiva, sendo dado especial destaque à ilustração da intensa atividade e produção científica da equipa de Jorge Dias, que está na origem da fundação do próprio Museu.

 A exposição resulta de uma parceria estabelecida entre o Museu Nacional de Etnologia e o Centro Internacional das Artes José de Guimarães, com curadoria de Nuno Faria, e constitui uma segunda versão da exposição inicialmente apresentada em Guimarães.

Expedição Científica à Serra da Estrela (1881), Orlando Ribeiro, Inquérito à Arquitetura Regional (1955-1957), levantamentos realizados no âmbito do Centro de Estudos de Etnologia (Jorge Dias, Margot Dias, Ernesto Veiga de Oliveira, Fernando Galhano e Benjamim Pereira), Alberto Carneiro, Luís Pavão, Duarte Belo, Álvaro Domingues, Nuno Cera e Diogo Lopes, Paulo Catrica, Valter Vinagre, André Príncipe, Pedro Tropa, Daniel Blaufuks, Mariana Caló e Francisco Queimadela, Álvaro Teixeira, Jorge Graça, Eduardo Brito, Duas Linhas (Pedro Campos Costa e Nuno Louro) e Sete Círculos (Pedro Campos Costa e Eduardo Costa Pinto), Carlos Alberto Augusto

 

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Surveys in the Territory: landscape and settlement

 National Museum of Ethnology, Lisbon, April 15 to October 16, 2016

 

«“Surveys in the Territory: landscape and settlement” is an exhibition which places in dialogue multiple views and approaches on Portugal from the end of the 19th century until present day. On the one hand, the views from which, mainly in the field of Cultural Anthropology, Architecture and Geography, resulted the discovery and the systematic knowledge of the territory and its cultural diversity. On the other hand, the views of a variety of artists that, using photography, and in some cases film, have addressed the territory and the landscape as an object of their production or intervention for the last decades.

The exhibition presents a selection of objects of the collections of the National Museum of Ethnology, placed in dialogue with the several views, of artistic or scientifical scope, which structure the exhibition narrative. These objects also highlight the intense activity and scientifical production of Jorge Dias’ team, which stands in the origin of the foundation of the Museum itself.

The exhibition is the result of a partnership between the National Museum of Ethnology and the José de Guimarães International Arts Centre, with the curatorship of Nuno Faria, and is a second version of the exhibition initially presented in Guimarães.

Scientific Expedition to Serra da Estrela (1881), Orlando Ribeiro, Survey of Regional Architecture (1955-1957), surveys conducted in the framework of the Ethnology Studies Center (Jorge Dias, Margot Dias, Ernesto Veiga de Oliveira, Fernando Galhano and Benjamim Pereira), Alberto Carneiro, Luís Pavão, Duarte Belo, Álvaro Domingues, Nuno Cera e Diogo Lopes, Paulo Catrica, Valter Vinagre, André Príncipe, Pedro Tropa, Daniel Blaufuks, Mariana Caló e Francisco Queimadela, Álvaro Teixeira, Jorge Graça, Eduardo Brito, Two lines (Pedro Campos Costa e Nuno Louro) and Seven Circles (Pedro Campos Costa e Eduardo Costa Pinto), Carlos Alberto Augusto


«10 anos depois: objectos de outros lugares» (12/11/2014 – 31/05/2016)

Francisco Capelo reincidiu com nova doação ao Museu Nacional de Etnologia e nós, com ele, na aceitação e no agradecimento. Diferentemente do universo bem delimitado, de exata localização, das máscaras e marionetas do Mali, que antes doara ao museu, são agora objetos de origens e sentidos muito diversos. Não conhecemos, para cada um deles, a situação concreta do seu uso, a parcela de vida social percebida nos locais onde foram produzidos e onde são protagonistas e operadores de relações. Não resultaram, pois, de um contexto de investigação, surpreendidos e documentados na sua eficácia prática e simbólica. Esta deslocou–se para o plano da paixão que move o colecionador e os destaca pela sua beleza e excelência técnica e formal, singularidade, valor icónico.

Mas, é também pela sua diversidade e pelas culturas que permitem representar, que eles logo suscitam diálogos com outros existentes no museu, seja enquanto novas ilustrações para questões já antes formuladas, seja pelo que, de novo, passa a poder ser conhecido e mostrado, ou pelo modo como as coleções do museu vão sendo pensadas e o próprio museu como casa de acolhimento de objetos e da sua interrogação e comunicação.

Vêm de países de África e do Sudeste Asiático: Nigéria, Camarões, Gana, Mali, Myanmar, Tailândia, Laos, Cambodja, Vietnam.

A proximidade e permanente troca de informações com Francisco Capelo revelaram sempre, tanto a paixão dos objetos por parte de um colecionador que procura documentá-los para o seu melhor conhecimento, como o próprio prazer, empenhamento e confiança postos no ato da sua doação.

poster


“Artes de Pesca. Pescadores, normas, objetos instáveis” (03/04/2014 – 14/02/2016)

Exposição que resulta de uma investigação conduzida no terreno, a partir de 2004, em estreita relação com um grande número de pescadores, de muitos locais da costa, associações e instituições que intervêm no domínio das pescas. Dela resultou a constituição de uma coleção de artes de pesca que agora é posta em articulação com a coleção dos anos 1960, já existente no museu. Muitas foram oferecidas pelos pescadores, nossos interlocutores. Outras, resultaram de acordos de colaboração com as várias capitanias marítimas, o que permitiu transferir para o museu artes e instrumentos de navegação apreendidos porque considerados em situação ilegal. A documentação produzida ao longo dos anos de pesquisa dá conta dos discursos dos pescadores sobre as normas que condicionam a sua atividade e se refletem na própria materialidade dos objetos, sua definição e instabilidade: permitidos ou não conforme o momento do ano, os locais, as leis que se foram sucedendo e até a compreensão e avaliação casuística. A recolha procurou preencher a maior diversidade de artefatos e tipos de materiais, técnicas, processos e funcionalidades, sobre a qual elaborar um sistema classificatório de referência para o seu inventário nos museus. O fio condutor da exposição é, por isso, também uma proposta de classificação para as artes de pesca, tomando em conta outras já produzidas por diferentes autores e instituições. A humanidade das práticas de pescas e a compreensão dos seus contextos sociais e organização do trabalho estão expressas nas filmagens feitas durante os anos de pesquisa, observação e constituição da coleção e nas imagens dos pescadores que no início do século XX passaram a ter a sua fotografia nos registos de inscrição marítima e agora habitam a exposição.

 

Artes-de-PescaDescarregue aqui documentação de apoio referente aos objetos expostos e a alguns conteúdos desta exposição.

Serviço Educativo | Peddy-paper.