Colaboração do projeto «Muita Fruta» com o MNE

O Museu Nacional de Etnologia iniciou recentemente a sua colaboração com o Projeto «Muita Fruta» com vista ao aproveitamento direcionamento da produção das 12 laranjeiras do jardim exterior do museu para fins de intervenção social.

O Projeto «Muita Fruta» (http://muitafruta.org/), desenvolvido pela Cozinha Popular da Mouraria, tem como principal objetivo o aproveitamento das árvores de fruto em espaços públicos na cidade de Lisboa, reencaminhando a fruta, ou produtos dela derivados, como por exemplo compotas, para famílias carenciadas.

Objectos do MNE na exposição «A Cidade Global. Lisboa no Renascimento», no MNAA

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Encontram-se atualmente patentes ao público no Museu Nacional de Arte Antiga, dois objetos das coleções do Museu Nacional de Etnologia provenientes de dois grupos indígenas da Amazónia – um diadema Karajá (n.º inv.: AN.716) e um diadema Jívaro (n.º inv.: AN.322) – cedidos para a exposição «A Cidade Global. Lisboa no Renascimento» que reúne perto de 300 objetos oriundos de 80 instituições portuguesas e estrangeiras.

A exposição, inaugurada a 23 de fevereiro e que poderá ser visitada até ao dia 9 de abril de 2017, apresenta-nos um retrato da cidade de Lisboa num momento de vanguarda do cosmopolitismo, em que circulam pessoas, animais e saberes de diferentes cantos do Mundo e onde se trocam produtos provenientes de teritórios e sociedades até então desconhecidos.

Os referidos objetos cedidos temporiamente para aquela Exposição integram normalmente as coleções acessíveis ao público nas «Galerias da Amazónia» do Museu Nacional de Etnologia, Reservas Visitáveis que no corrente ano beneficiam de um horário alargado de visita, no âmbito da realização de Lisboa, Capital Ibero-americana da Cultura 2017 (marcação prévia de visitas pelo E-mail: visitasguiadas@mnetnologia.dgpc.pt ).

 

Mais informações em:

http://www.museudearteantiga.pt/exposicoes/a-cidade-global

Link Matriznet para AN.322

http://www.matriznet.dgpc.pt/MatrizNet/Objectos/ObjectosConsultar.aspx?IdReg=90423&EntSep=4#gotoPosition

Link Matriznet para AN.716

http://www.matriznet.dgpc.pt/MatrizNet/Objectos/ObjectosConsultar.aspx?IdReg=90436

Lançamento do Livro «Pão das Mulheres», de Mouette Barboff (Âncora Editora, 2017) – Museu Nacional de Etnologia, 8 de março

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A obra Pão das Mulheres, agora publicada pela Âncora Editora, sistematiza e dá a conhecer um amplo conjunto de práticas, técnicas e costumes relativos aos processos tradicionais de confeção do pão, aos processos de cultivo e moagem dos cereais (trigo, centeio e milho)  que constituem a sua matéria-prima, assim como aos próprios universos relativos aos contextos sociais que conferem sentido e relevância à produção e ao consumo do pão caseiro em Portugal.

Suportado por intenso trabalho de terreno realizado pela autora entre as décadas de 1980 e 1990, em diversas comunidades e regiões de Portugal, Pão das Mulheres é um livro fundamental para compreender a importância do pão, que pretende contribuir para a valorização do trabalho feminino e da diversidade dos saberes e práticas tradicionais inerentes a esta componente fundamental do património gastronómico nacional.


Mouette Baboff é doutorada em Etnologia/Antropologia Social pela École des Hautes Etudes en Sciences Sociales de Paris. Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, presidente da associação científica “L’Europe, Civilisation du Pain” durante dez anos, e, agora, fundadora e administradora do recurso online “Les Civilisations du Pain”, que pertence à Fundação Maison des Sciences de l’Homme (Paris). Apaixonada pelo tema do pão, é uma reputada especialista neste domínio em Portugal, França e outros países europeus.

As suas pesquisas deram origem a uma tese sobre o ciclo do pão caseiro em Portugal, a várias exposições e filmes documentais, assim como a publicações de diversas obras, entre as quais Terra Mãe Terra Pão, catálogo da exposição homónima realizada no Ecomuseu do Seixal em 1995-1996, que veio a dar origem ao livro homónimo publicado pela Âncora Editora em 2005; Pains d’hier et d’aujourd’hui, publicado em Paris pelas Editions Hoëbeke em 2006  (primeiro prémio de Gourmand Awards); O pão em Portugal, o livro que cheira a pão, publicado pela Inapa em 2008 e considerado um dos melhores livros de gastonomia em Portugal; A tradição do pão em Portugal, publicado pelos CTT em 2011 (primeiro prémio de Gourmand Awards). Mouette Barboff participou também no Diccionnaire universel du pain, publicado em Paris pelas Editions Robert Laffont, em 2010.

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Seis objectos de Angola, patentes ao público no Musée du Quai Branly

Encontram-se atualmente patentes ao público no Musée du Quai Branly seis objetos de Angola das coleções do Museu Nacional de Etnologia – duas esculturas Cokwe (n.º inv.: O.333; AO.334), um bastão Songo (n.º inv.: AA.986), um bastão Ovimbundu (n.º inv.: AA.779) e um bastão Holo (n.º inv.: AI.350) – cedidas para a exposição «L’Afrique des Routes» que reúne um total de cerca de 300 objetos oriundos de vários museus e coleções particulares dos EUA e Europa.

A exposição, inaugurada a 31 de janeiro e que poderá ser visitada até ao dia 12 de novembro de 2017, apresenta-nos a história de séculos de contactos entre diferentes culturas, tanto dentro do continente africano, séculos antes da chegada dos portugueses no século XV, como também para além das suas fronteiras até aos dias de hoje, através de rotas de circulação de homens, matérias e obras de arte.

Mais informações em:

http://www.quaibranly.fr/fr/expositions-evenements/au-musee/expositions/details-de-levenement/e/lafrique-des-routes-36991/

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