Projeto Mobilising Archives: photography in Southwest Angola explora a coleção fotográfica de António Carreira

MNE_ICS_Mobilising Archives_António Carreira

Teve início recentemente a pesquisa sobre o fundo do arquivo fotográfico do Museu Nacional de Etnologia produzido por António Carreira, conduzida pela investigadora Inês Ponte, e no âmbito do qual o Museu se constitui como parceiro do projeto Mobilising Archives: photography in Southwest Angola.

Este projeto é realizado por Inês Ponte no âmbito de uma Bolsa Pós-Doutoral Marie Curie (747508), financiada pela Comissão Europeia, e desenvolve-se no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, no âmbito do Grupo de Investigação “Impérios, Colonialismo e Sociedades Pós-coloniais”, coordenado por Ricardo Roque. Combinando trabalho de arquivo em Portugal e de terreno em Angola, Mobilising Archives investiga o desenvolvimento da fotografia com intenção etnográfica através de colecções criadas numa mesma região entre as décadas de 1930 e 1990.

Entre as três colecções fotográficas que constituem o objeto desta investigação conta-se a de António Carreira (1905-1988), produzida no contexto das Missões de Prospecção Etnográfica que desenvolveu para o Museu entre 1965 e 1969, constituída por diversos milhares de espécimes em película de 35mm (negativos preto-e-branco e dispositivos a cores), cujo estudo decorrerá a par da investigação realizada sobre a respetiva documentação integrada no Arquivo Histórico do Museu.

António Barbosa Carreira (1905-1988) nasceu na Ilha do Fogo, em Cabo Verde. Em 1962 inicia a sua colaboração com o Museu, concretamente a sua Missão Organizadora, que se estende até 1983. Entre 1964 e 1973, participou em 11 das Missões de Prospecção Etnográfica organizadas pelo Museu, 5 das quais realizadas em Angola. Ao longo da sua colaboração com o Museu, entre 1964 e 1984, Carreira procedeu à recolha para as coleções do Museu de quase quatro milhares de objetos, tendo sido igualmente responsável por parte considerável da produção fotográfica relativa a África pertencente ao Museu. Tendo desenvolvido uma produção predominantemente etnográfica desde 1934, a partir da década de 1960 começa a interessar-se por uma abordagem de caráter eminentemente histórico. Assinou artigos sobre etnografia, linguística, demografia, economia, direito, antropologia física, entre outros tópicos, no Boletim Geral das Colónias, na Revista Garcia da Orta, Geographica, Revista Ultramar, Revista do Centro de Estudos Periódicos e na Revista de História Económica e Social, com a qual manteve uma colaboração assídua a partir de 1978.

Colóquio «Modos de Fazer. Modos de Ser: Práticas Artísticas na e com a Antropologia» | 9-10 de março no Museu Nacional de Etnologia

17097723_1297800790268341_617120870428668472_o

Download do programa, aqui.

A Arte e a Antropologia marcam encontro de três dias

Serão três dias intensos de cruzamentos entre a Arte e a Antropologia: dias 9 e 10 de Março o Colóquio ‘Modos de fazer, Modos de ser’ junta mais de quatro dezenas de criadores, de antropólogos e de outros investigadores, nacionais e estrangeiros. É um regresso a casa, ao Museu Nacional de Etnologia, em Lisboa – onde ao mesmo tempo arrancará a quarta edição da FACA – Festa de Antropologia, Cinema e Arte com a intervenção artística de Tatiana Macedo ‘Everything I´m gonna tell you today it´s contaminated’.

O encerramento do Colóquio no final do dia 10 é marcado pela abertura oficial da FACA, com o concerto de música concreta por Nuno Salvado, Vahan Kerovpyan e Marius Pibarot. O concerto Museu Concreto vai buscar sons do espólio e do quotidiano do Museu – inclusive dos instrumentos musicais do seu arquivo – e cruzar com a interpretação ao vivo de voz e instrumentos.

No sábado, a FACA regressa aos seus espaços de sempre: a Cinemateca Portuguesa e o Arquivo 237 – nesse preciso número 237 da Rua da Rosa, ao Bairro Alto, a manhã será passada num workshop coordenado por Fernanda Eugénio e, logo a seguir ao almoço, Daniela Rodrigues e Ana Gandum farão o lançamento do livro ‘coisas de lá / aqui já está sumindo’.

Na Cinemateca, a FACA acolherá duas sessões (16h e 22h) de filmes do departamento de antropologia visual da Freie Universität Berlin, que contarão com a apresentação do professor Steffen Köhn. Às 18h30 decorrerá uma sessão de filmes portugueses que exploram materiais de arquivo – dos realizadores Inês Ponte, Catarina Simão e Ricardo Branco.

Três dias intensos organizados pelo NAVA (Núcleo de Antropologia Visual e da Arte) do CRIA – Centro em Rede de Investigação em Antropologia.

Apoios e parcerias: FCSH-UNL, ECSH-ISCTE-IUL, MNE/DGCP/Ministério da Cultura, Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema, FACC-FCT e Arquivo 237.

(Créditos imagens: Sungeun Kim | THE MEMORY OF THE 25th HOUR, 2015; Catarina Simão | EFEITO E REDAÇÃO (EFFECTS OF WORDING), 2014 )

Para mais informações, imagens ou entrevistas:

FACA

Amaya Sumpsi – festafaca@gmail.com

www.facebook.com/facalisboa

COLÓQUIO

Catarina Alves Costa ou Teresa Fradiquecoloquiomsmf@gmail.com

http://cria.org.pt/wp/event/modos-de-fazer-modos-de-ser-praticas-artisticas-na-e-com-a-an

Conclusão da primeira fase Projeto “Digitalização e Catalogação em Base de Dados do Arquivo de Vergílio Pereira”

Concluiu-se em fevereiro de 2017 a primeira fase Projeto “Digitalização e Catalogação em Base de Dados do Arquivo de Vergílio Pereira”, no âmbito da qual o Museu Nacional de Etnologia se constituiu como entidade de acolhimento de Bolsa de Técnico de Investigação – no âmbito do projeto de I&D “A nossa música, o nosso mundo: Associações musicais, bandas filarmónicas e comunidades locais (1880-2018)” (PTDC/CPC-MMU/5720/2014) com o apoio financeiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia/MEC e a parceria da Universidade de Aveiro. O trabalho desenvolvido nesta primeira fase incidiu sobre um total de 3.885 espécimes de natureza diversificada, designadamente documentação textual, fotográfica, cartográfica e sonora. Encontra-se agora em curso a segunda fase do projeto, desenvolvida com recurso exclusivo aos meios do Museu, tendo em vista o tratamento documental integrado deste importante arquivo pessoal legado por Vergílio Pereira.

O Perfil do Antropólogo em Portugal – Relatório 2016 | Edição electrónica

Foi recentemente disponibilizado em linha O Perfil do Antropólogo em Portugal – Relatório 2016, resultado do projeto desenvolvido pela Associação Portuguesa de Antropologia entre 2014 e 2016 e cujos resultados foram apresentados no VI Fórum APA, realizado em outubro de 2016 no Museu Nacional de Etnologia. A edição eletrónica, realizada com o apoio do Museu Nacional de Etnologia, que assegurou a sua paginação, encontra-se acessível para consulta e download no no website da APA, no seguinte endereço: http://www.apantropologia.org/apa/pap-divulgacao-de-resultados/.

Colaboração do MNE com o projecto «Muita Fruta»

O Museu Nacional de Etnologia iniciou recentemente a sua colaboração com o Projeto «Muita Fruta» com vista ao aproveitamento direcionamento da produção das 12 laranjeiras do jardim exterior do museu para fins de intervenção social.

O Projeto «Muita Fruta» (http://muitafruta.org/), desenvolvido pela Cozinha Popular da Mouraria, tem como principal objetivo o aproveitamento das árvores de fruto em espaços públicos na cidade de Lisboa, reencaminhando a fruta, ou produtos dela derivados, como por exemplo compotas, para famílias carenciadas.